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https://hdl.handle.net/10316.2/93119
Title: | Fronteira inexpugnável: a hispanofobia de Franco Nogueira entre o estado novo e a democracia | Other Titles: | Impregnable border: Franco Nogueira’s hispanophobia between the portuguese new state and democracy | Authors: | Sardica, José Miguel | Keywords: | Portugal;Spain;hispanophobia;hispanophilia;Franco Nogueira;Portugal;Espanha;hispanofobia;hispanofilia;Franco Nogueira | Issue Date: | 2017 | Publisher: | Imprensa da Universidade de Coimbra | Abstract: | Na narrativa da nação portuguesa, a Espanha foi muitas vezes
olhada como um perigoso «outro», uma ameaça que justificava a
demonização do vizinho ibérico. Séculos de anti castelhanismo, ou
de pura hispanofobia, constituíram assim um ingrediente definidor
do nacionalismo português. Um dos mais fortes defensores deste
discurso foi, na segunda metade do século XX, Alberto Franco
Nogueira, ministro dos Negócios Estrangeiros do Estado Novo,
entre 1961 e 1969, e conhecido crítico de qualquer amizade ibérica no
quadro da Democracia e da Europa. Explorando os seus escritos sobre
as relações luso-espanholas, e a forma como intransigentemente se opôs a qualquer abordagem política ou cultural de cariz hispanófilo,
o objetivo deste texto é o de evocar uma disposição e discurso
públicos que, longe de constituírem uma excentricidade individual,
informaram muitas opiniões portuguesas anti cosmopolitas, criando
ou reforçando uma noção de fronteira inexpugnável contra a
Espanha, que foi tanto realidade física quanto, sobretudo,
representação e barreira mental. In the Portuguese nation’s narrative, Spain was traditionally looked upon as the perilous «other», a threat justifying the demonization of the Iberian neighbour. Centuries of anti-castillianism, or Hispanophobia, were thus a grounding ingredient of Portuguese nationalism. One of the strongest defenders of such a discourse in the 2nd half of the 20th century was Alberto Franco Nogueira, the New State’s Foreign Minister between 1961 and 1969 who later became an outright spokesman against any Iberian friendship in or through Democracy and Europe. Exploring his written views on the Portuguese-Spanish relations, and how he adamantly stood against any political or cultural Hispanophile approach, the aim of this text is to cast light on a mood that, far from being just an individual eccentricity, modelled many latent national Portuguese views countering cosmopolitanism, thus creating or reinforcing a concept of impregnable border against Spain, which was a spatial reality and especially a mental barrier. |
URI: | https://hdl.handle.net/10316.2/43304 | ISSN: | 0870-0958 2183-8925 (PDF) |
DOI: | 10.14195/2183-8925_35_5 | Rights: | open access |
Appears in Collections: | Revista de História das Ideias |
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