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https://hdl.handle.net/10316.2/33295
Title: | Sobre a distinção heideggeriana entre órgão e instrumento e a revolução biológica contemporânea | Authors: | Torres, João Carlos Brum | Keywords: | Heidegger;Organ;Instrument;Contemporary Biology;Com-position (Gestell);To be usefull;Heidegger;Orgão;Instrumento;Biologia contemporânea;Composição (Gestell);Ser útil para;Estar a serviço de | Issue Date: | 2010 | Publisher: | Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Instituto de Estudos Filosóficos | Abstract: | Este artigo trata de avaliar em que medida os recentes e importantes
avanços da ciência biológica contemporânea ao mesmo tempo que põem em
questão os critérios de distinção entre instrumentos e órgãos propostos por
Heidegger, não sem paradoxo, também contribuem para devolver à sua
meditação sobre a técnica uma renovada e instante atualidade. A primeira parte
do texto apresenta as análises heideggerianas sobre essa distinção tal como
desenvolvidas em Os conceitos fundamentais da metafísica. A segunda, procura
mostrar como os avanços alcançados pela investigação técnico-científica no
âmbito do que se pode chamar de nova engenharia biológica – avanços hoje
bem representados, talvez paradigmaticamente, pelos resultados alcançados no
campo da Tissue engeneering – indicam um processo de rápida erosão e
descaracterização dos elementos diferenciais propostos por Heidegger para
separar os conceitos em tela. A terceira parte do artigo argumenta que um tal
esvanecimento da diferença ontológica entre órgão e instrumento deve ser visto
como a superveniência de um acontecimento de alcance historial, momento
maior do tempo, como diz o filósofo, do mais extremo perigo: aquele em que
o homem toma a si próprio como o disponível. O texto conclui especulando
sobre se esta vizinhança com a situação em que o Dasein já não mais se
encontrará simplesmente jogado em meio aos entes, mas tornar-se-á, por assim
dizer, senhor de seu próprio lançamento, não deverá ser considerado como o
sinal da iminência do advento de uma nova época na história do ser. The aim of this paper is both to assess the extent in which the new and revolutionary developments of biological sciences has undermined the criteria proposed by Heidegger to conceptually distinguish organs from instruments and to review how, in the present time, this very progress renders a renewed and pressing importance to Heidegger’s thought on the essence of technology. Part I analyses the steps taken by the Philosopher in order to establish that distinction in The Fundamental Concepts of Metaphysics. From a different perspective Part II attempts to demonstrate how the new and highly promising advancement of biological engineering (which the innovations produced in the new field of Tissue engineering exemplify paradigmatically) points to a rapid erosion and disfigurement of the conceptual elements Heidegger employs to sharply distinguish organs from instruments. Finally, Part III argues that the fading away of the ontological difference between those two concepts must be seen as an event of ontological import, as the main step in the process of what Heidegger calls the time of the most extreme danger: the time when man takes himself as a disposable thing. The paper ends by questioning if the proximity of this new condition – in which the Dasein will no longer be just thrown into the world, but will be made the master of his physical constitution and, at least in this sense, the ruler of his own throwness – should not be considered as the announcement of a new epoch in the History of Being. |
URI: | https://hdl.handle.net/10316.2/33295 | ISSN: | 0872-0851 | DOI: | 10.14195/0872-0851_38_4 |
Appears in Collections: | Revista Filosófica de Coimbra |
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